Apostar em inovações tecnológicas no seu negócio vale a pena?

Plinio Okamoto
Plinio Okamoto

Vivemos em uma época fantástica do ponto de vista tecnológico. Inovações surgem a todo momento: internet das coisas, iBeacons, veículos autônomos, anúncios programáticos para TV, wearables… Só para citar algumas.

Como profissionais de marketing, devemos estar atentos às tecnologias emergentes e avaliar quais podem conectar marcas e consumidores de maneira relevante. Algumas podem até mesmo revolucionar modelos de negócio. Mas como podemos avaliar melhor os riscos e benefícios? Onde podemos apostar nossas fichas? Que benefícios reais podem trazer para o consumidor e para a marca? A resposta é: depende.

Para ajudar na escolha, é importante saber em qual grau de maturidade as novas tecnologias se encontram. Se ela estiver embrionária demais, pode gerar poucos resultados práticos, mas muita exposição gratuita na mídia. Se já estiver pronta para o mercado, talvez uma marca concorrente se aproprie da novidade.

Algumas inovações brilham intensamente e depois se mostram retumbantes fracassos comerciais. Lembram-se do Second Life? Muitas marcas apostaram no ambiente de realidade virtual e aproveitaram os grande espaços que a mídia dedicava ao assunto. Se o objetivo era se posicionar na vanguarda das inovações, então a iniciativa se mostrou acertada. Pelo menos enquanto fazia sentido estar lá.

As expectativas exageradas, a desilusão dos primeiros resultados práticos e a evolução da maturidade das inovações fazem parte de um ciclo conhecido como “Hype Cycle”, desenvolvido pela consultoria americana Gartner. Atualizado periodicamente, o ciclo mapeia as inovações tecnológicas e aponta em qual estágio de desenvolvimento se encontram e em quanto tempo poderão ser adotados em massa.

Entenda os cinco estágios de desenvolvimento e descubra se é o melhor momento para apostar em uma inovação tecnológica na sua estratégia de negócios:

Estágio 1 – O Gatilho da Inovação

É quando uma descoberta tecnológica se torna pública e começa a ganhar interesse da mídia, mesmo sem protótipo 100% funcional e viabilidade econômica comprovada.

Estágio 2 – Pico das Expectativas Infladas

O interesse das pessoas cresce exponencialmente e atinge o ápice das especulações e publicações sobre o assunto. Algumas marcas se aproveitam desse momento e entram em ação. A maioria não.

Estágio 3 – O Vale da Desilusão

A falta de resultados concretos decorrente das falhas na implementação faz as críticas serem mais constantes e severas. Os investimentos continuam apenas se os produtos nessa etapa conseguem, pelo menos, satisfazer parte dos consumidores conhecidos como “early adopters”.

Estágio 4 – A Ladeira da Iluminação

Começam a aparecer provas de que a tecnologia pode beneficiar as empresas. Novas gerações de protótipos começam a surgir. Mais marcas começam a acreditar e financiar programas-piloto. Os mais conservadores observam com mais atenção.

Estágio 5 – O Platô da Produtividade

É quando a adoção do público atinge massa crítica, atingindo o nível de produção em massa. Com viabilidade econômica mais clara, as marcas passam a adotar as inovações.

A decisão de usar novas tecnologias deve levar em conta principalmente o ponto de vista do consumidor. Será que ele enxergará algum benefício? Estaremos facilitando as transações ou gerando conveniência para ele? Se a resposta for positiva para essas questões, então vale estudar mais a fundo a aplicação da inovação nos negócios.

E, em tempos de crise, inovar pode ser uma excelente oportunidade para gerar mais valor aos clientes.

Plinio Okamoto
Plinio Okamoto
Plinio Okamoto é diretor de criação da agência Chleba. Com experiência de 20 anos trabalhando para grandes marcas nacionais e internacionais, é um profissional premiado nos festivais de Cannes, Londres, ABEMD e Gramado. Okamoto é também professor da Miami Ad School e dos cursos de pós-graduação e MBA da FIA/USP.

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